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Arquivo da Categoria ‘Mobile Learning’
Do retroprojetor ao celular: como as tecnologias tem auxiliado na construção do conhecimento na sala de aula?
quarta-feira, 10 de novembro de 2010Workshop para revisão da arquitetura mobile
sexta-feira, 16 de julho de 2010O Nutes promoveu no último dia 15 de julho um Workshop para apresentar os trabalhos que estão sendo desenvolvidos em Pernambuco, na área de saúde com o Mobile Learning. O objetivo desse workshop foi que todas as equipes apresentassem e discutessem a arquitetura mobile de cada projeto. A programação foi a seguinte:
09h00 as 09h30 – Intelimed (Profa. Cristine Gusmão)
09h30 às 09h45 – Discussões
09h45 às 10h15 – Projeto Amadeus (Prof. Alex Sandro)
10h15 às 10h30 – Discussões
10h30 às 11h00 – IMIP (Marcos Barros) – Apresentação
11h00 às 11h15 – Discussões
11h15 às 11h30 – coffee braek
11h30 às 12h00 – INPD (Amadeu e Italo)
12h00 às 12h15 – Discussões
O evento foi muito bom e promoveu um excelente network para os participantes.
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Programa EAD IMIP é apresentado no CIn da UFPE
quarta-feira, 14 de abril de 2010No útimo dia 09 de abril apresentamos o Programa de Educação a Distância do IMIPpara mestrandos e doutorandos do CIn que integram o Projeto Amadeus na Universidade Federal de Pernambuco. Foi muito gratificante estabelecer essa parceria com o professor Alex Sandro que desenvolveu uma excelente plataforma para gerenciamento de cursos a distância. A palestra possibilita uma parceria entre profissionais do IMIP com o Centro de Informática da UFPE.
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Mobile Learning
terça-feira, 30 de março de 2010Popularity: 5% [?]
Celular abre espaço no ensino a distância Depois do computador, cursos empresariais começam a ganhar versões para aparelhos móveis
terça-feira, 12 de janeiro de 2010Em uma sala de aula da Universidade Federal de Pernambuco, o professor Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) recebe uma pergunta de um aluno que chega por meio do Twitter no celular.
A resposta do professor é então “twittada” por esse mesmo aluno para o estudante que estava fora da sala de aula. Em se tratando de um professor do Cesar, incubadora de empresas ligadas à inovação, essa não é uma típica sala de aula universitária, mas a tecnologia não está longe de alcançar o ensino tradicional e até descriminalizar o uso do celular nas escolas.
Antes de chegar às salas de aula, o celular começa a se firmar como uma importante ferramenta de treinamento no mundo empresarial, como uma extensão do canal tradicional de e-learning, realizado por meio do computador. No ano passado, o mercado de produtos para e-learning nos Estados Unidos atingiu US$ 16,7 bilhões e a demanda vem crescendo em torno de 7,4%, podendo chegar a US$ 23,8 bilhões em 2014, segundo a consultoria Gartner.
Não há dados para o mercado brasileiro nessa área, medido apenas pelo crescimento das empresas que fornecem treinamento. Desde sua criação em 2005, a Ciatech, de São Paulo, dobrou o faturamento ano a ano, alcançando R$ 16,5 milhões em 2009. Recentemente, três empresas cariocas do setor – EduWeb, QuickMind e Milestone – uniram-se na Affero, que teve receita conjunta de R$ 20 milhões no ano passado. A webAula, de Belo Horizonte, cresceu 100% nos últimos dois anos, com receita de R$ 10,7 milhões e 130 clientes.
O crescimento da internet móvel e a diversidade de opções de dispositivos como telefones inteligentes, netbooks, “tablets” e leitores eletrônicos de livros colocam a mobilidade como o próximo passo do e-learning. Por enquanto, há mais projetos do que efetivamente treinamentos disponíveis no celular. O banco Votorantim prevê a oferta de cursos neste ano e o banco Itaú, que iniciou testes em 2009, estuda a implantação do modelo.
O treinamento no celular é interativo e voltado tanto para a força de vendas remota quanto para funcionários dos escritórios fora de seu ambiente de trabalho. Os treinamentos focam em pílulas de conhecimento, geralmente uma revisão do que foi aprendido de forma presencial e no computador.
“Os textos não podem ser maiores que aqueles do Twitter. É interessante também oferecer pequenos vídeos de curta duração que chamam a atenção do aluno”, comenta Márcia Naves, superintendente da Universidade Corporativa do grupo Fiat.
A unidade de treinamento do banco Votorantim vai oferecer neste ano cursos que serão acessados por 9 mil funcionários e cuja evolução natural será uma versão para celular. O banco oferece informações sobre produtos e serviços e autodesenvolvimento (acordo ortográfico, controle de finanças, comunicação escrita etc).
“Para o celular, a ideia é oferecer treinamentos de 15 a 30 minutos na área de vendas consultivas e financiamento de veículos, por exemplo, em que é possível passar informações complementares rapidamente, já que a maioria dos vendedores conta com telefones inteligentes”, afirma o gerente de treinamento Paulo Audician.
O banco planeja desenvolver de quatro a seis cursos para computador por mês durante 2010 com duração de uma a duas horas. “A aceitação do treinamento no computador já é muito boa, tanto que a demanda é maior do que a equipe é capaz de desenvolver. O celular será uma nova oportunidade de mídia, um novo canal para receber esse treinamento executivo”, diz Audician.
O grupo Fiat iniciou incursões pelo e-learning em 2009 quando registrou 105 mil acessos a cursos voltados a recursos humanos e vendas. “Todos os treinamentos são desenhados com visão de futuro, ou seja, tanto para plataforma web quanto para dispositivos móveis”, afirma Márcia Naves.
Na sua visão, o treinamento no celular serve para consultas rápidas e pode ser muito enriquecido com recursos de vídeo, que chamam a atenção do aluno. No grupo, toda a parte de treinamento em simuladores de algumas peças e sistemas, como o GPS (Global Positioning System), é oferecido via computador.
No lançamento do carro Cinquecento, em outubro do ano passado, o treinamento para toda a equipe foi transmitida de forma presencial, mas os procedimentos da parte teórica foram virtuais, por meio do e-learning. Antes da Fiat, Márcia trabalhou em uma operadora de telefonia móvel, onde formatou um curso de atualização dos gerentes de lojas acessado pelo celular.
“Com isso, os gerentes se atualizaram rapidamente sobre as novas configurações dos produtos que as lojas estavam recebendo em todo o país. Um curso assim seria impossível na forma presencial”, diz a executiva. A Universidade Corporativa da Fiat fornece esse serviço para outros clientes, fora do grupo, que já demandam treinamento via celular.
Fornecedores de sistemas de e-learning como a Ciatech, de São Paulo, a Affero, do Rio de Janeiro, e a webAula, de Belo Horizonte, vislumbram um novo mercado na plataforma móvel. Alex Augusto, executivo-chefe da Ciatech, que iniciou a oferta de cursos para dispositivos móveis no ano passado, avalia que a demanda por esse tipo de treinamento representa menos de 5%.
“A ferramenta tecnológica encarregada de automatizar e gerenciar os eventos de treinamento à distância, a LMS Atena, permite acesso às informações independentemente de o usuário realizar o curso no computador ou por meio do celular”, diz Augusto.
Segundo Marici Soares Becherer, superintendente de educação corporativa do banco Itaú, o treinamento no computador não pode passar de 50 minutos. No celular, a ideia é oferecer apenas lembretes para reforço dos cursos no computador. No ano passado, o banco ofereceu um curso de formação de gestores, com diversos módulos, incluindo vídeos, que os funcionários podiam acessar tanto do computador quanto pelo celular. O e-learning é bastante popular no banco, que conta com 510 cursos ativos e recebe em média 40 mil inscrições mensais.
De acordo com Alex Augusto, da Ciatech, a procura por treinamento móvel vem principalmente de empresas que precisam formar muita gente ao mesmo tempo. “Trata-se de um modelo muito eficaz para equipes de vendas que estão constantemente em campo e que não estão em frente ao computador o dia todo. Além disso, o curso se alinha com a convergência, ou seja, num único equipamento o usuário é treinado, pode falar, acessar seus e-mails, tratar de assuntos do escritório”, destaca.
Um dos grandes desafios é tornar o treinamento atraente para quem passa muito tempo no computador. “Até pouco tempo, o e-learning era muito chato, com alto índice de abandono antes de sua etapa final”, diz Augusto. Isso mudou com os recursos interativos.
Em 2000, a Ciatech ampliou seu quadro de funcionários com roteiristas de TV e de cinema e jornalistas para desenvolver cursos mais lúdicos e interativos. Uma das experiências de ensino móvel desenvolvido pela Ciatech foi para o grupo Telefónica, da Espanha. A empresa criou um curso sobre as novas regras de trânsito para taxistas de Madri, que acessaram o treinamento por meio de um aparelho da Palm. A tecnologia móvel foi complemento de um projeto maior, que envolveu também o curso no computador.
A Affero começa 2010 com uma carteira de 120 clientes e conteúdo focado em plataforma móvel. Empresas das áreas farmacêutica, de consumo, varejo e telecomunicações, que necessitam de recursos de mobilidade para treinar profissionais, são segmentos que já demandam o serviço.
“O mercado móvel não representou mais de R$ 1 milhão em 2009, mas a demanda tende a crescer muito nos próximos anos”, afirma o sócio diretor da Affero, Daniel Orlean.
A webAula, de Belo Horizonte, estendeu seus cursos do ambiente fixo para o móvel. A empresa lançou o webAula Mobile, que permite aos alunos que fazem treinamento no computador acessar fóruns e biblioteca de conteúdos no celular.
(Ana Luiza Mahlmeister)
(Valor Econômico, 12/1)
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TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR: um estudo do mobile learning em turmas de gastronomia
terça-feira, 17 de novembro de 2009Resumo publicado nos Anais do III Encontro de Ensino Pesquisa e Extensão.
Confiram os Anais em http://www.pe.senac.br/ascom/faculdade/IIIEcontro/programacao.html
Introdução
Nos últimos anos, o papel das tecnologias em nossas vidas tem gerado muitas discussões. Tecnologia é produto da ação humana, está inserida em todo lugar, fazendo parte das nossas vidas. Nossas ações cotidianas são realizáveis graças às tecnologias descobertas e utilizadas pelos povos durante toda a história da humanidade. As palavras “técnica” e “tecnologia” têm a mesma raiz, vindo do verbo grego “tictein”, que significa: criar, produzir, conceber, dar à luz. A técnica não compreende apenas as matérias primas, as ferramentas, as máquinas e os produtos, mas também o produtor, o sujeito altamente qualificado do qual se origina o resto. Sendo assim, tecnologia se entende como o uso do conhecimento científico para especificar modos de fazer as coisas de maneira reproduzível. Compreende um conjunto de ferramentas empregadas num processo de produção. O próprio homem é um ser tecnológico, em contínua relação de criação e de controle com a natureza. Dentre as várias tecnologias presentes na história da humanidade, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) compreendem os recursos tecnológicos que possibilitam a transmissão de informação através de diferentes meios de comunicação, como o jornalismo (impresso, televisivo e radiofônico), livros, computadores, etc. Parte desses recursos inclui meios eletrônicos, surgidos no final do século XX, como o rádio, a televisão, gravador de áudio e vídeo, além de multimídias, redes telemáticas, robótica, entre outros. Entre esses recursos, os celulares, MP3 Players, PDAs e Notebooks têm sido objetos de várias pesquisas no meio acadêmico pelas possibilidades que oferecem no processo de ensino-aprendizagem. Esses instrumentos fortalecem o “mobile learning” que compreende a possibilidade de aprendizagem com mobilidade. O presente artigo tem o objetivo de apresentar uma linha de pesquisa desenvolvida pelo Programa de Iniciação Científica da Faculdade Senac Pernambuco que analisa as influências das tecnologias da informação e comunicação no ensino superior, tendo como foco a utilização do Mobile Learning em turmas do curso superior de gastronomia.
Referencial Teórico
As TICs, através de seus inúmeros suportes midiáticos como o jornal, a televisão e o rádio promovem o acesso e a veiculação das informações a todas as formas de ação comunicativa, em todas as partes do mundo. Hoje não podemos ver mais as mídias como um simples suporte tecnológico. É importante ressaltar suas interações perceptivas, emocionais, cognitivas e comunicativas com as pessoas. Além disso, ela apresenta uma lógica e uma linguagem bem singular. É conveniente apontar que as mídias interferem em nossa forma de pensar, agir, em nossos relacionamentos e ainda adquirimos conhecimento. As TIC são vistas como complementos, companhias, como continuação de espaço de vida. Sendo assim, as pessoas se comunicam, adquirem informações e mudam seus comportamentos. Com a propagação acelerada das TIC, a informação não mais é objetivo exclusivo da educação. Hoje, as informações transformam-se em parte integrante da cultura mundial. Com isso, altera o modelo educacional que dota o aluno de um saber acumulado (KENSKI, 2003).
As TICs transformam o conceito de conhecimento porque a aquisição de competências torna-se um processo múltiplo e contínuo, tanto em suas fontes, como em suas formas e vias de acesso. Porém as novas tecnologias redefinem as velhas, oferecendo às mesmas novas finalidades. Elas promovem alterações nas relações de poder porque ampliam os locais e os tempos de buscas de saberes e competências. O processo atual não é mais plano, linear e unidimensional, mas sim, disponível em rede, tendo a Internet como a mais preferencial e ampla. As TIC são auxiliares no processo de ensino-aprendizagem, interagindo e integrando professores e alunos em espaços de interação e virtualidade. Nesse aspecto, amplia-se a sala de aula através de conexões que se estendem ao longo do processo (OLIVEIRA, 2003).
As instituições de ensino superior, na situação atual, perderam o papel exclusivo na transmissão e distribuição do conhecimento. Os inúmeros meios tecnológicos colocam de forma atrativa e variada as informações. Os usos das TIC devem estar vinculados às concepções que os alunos têm sobre esses recursos na medida em que possibilitam a elaboração, o desenvolvimento e a avaliação de práticas pedagógicas que promovam uma abordagem reflexiva sobre os conhecimentos e os usos tecnológicos (LIGUORI, 1997).
Não podemos enfatizar e criar uma solução e um modelo universal em relação ao melhor procedimento para o ensino. É importante ressaltar que as aulas presenciais permitem discussão em sala de aula, elaboração de questionamentos através da interação e troca de experiência. Entretanto, a possibilidade de termos alunos em espaços geográficos diferentes interferindo em tempos diferentes, define uma grande vantagem para o ensino mediado por tecnologias.
Diante de todo esse contexto, Graziola Júnior (2009) apresenta uma nova modalidade de TICs, as tecnologias da informação móveis e sem fio (TMSF) que consistem em dispositivos computacionais portáteis tais como PDAs, Palmtops, Laptops, Smartphones, dentre outros que utilizam redes sem fio.
Para Marçal et al (2005) apud Graziola Júnior (2009), o mobile learning pode potencializar o processo de ensino-aprendizagem pelo fato do aluno contar com um dispositivo computacional móvel para execução de tarefas, anotação de idéias, consulta de informações via Internet, registro de fotos através de câmeras digitais, gravações e sons e etc. Além disso, poderá prover acesso a conteúdos em qualquer lugar e a qualquer momento, desenvolvimento de métodos inovadores de ensino e de treinamento e expandir os limites internos e externos da sala de aula.
Metodologia
A pesquisa apresentará uma natureza exploratória e qualitativa, tendo como amostra alunos do curso superior de Tecnologia em Gastronomia da Faculdade Senac Pernambuco. O instrumento de coleta de dados será um questionário semi-estruturado levantando questões como: indicação de mídia móvel presente em sua vida, utilização do celular, funções do aparelho que possui, vantagens das mídias em gastronomia e interesse em participar de estudos com mobile learning.
Considerações Finais
Espera-se com essa pesquisa levantar o perfil entre os alunos da utilização de mídias móveis no seu cotidiano e que, a partir dessa análise inicia, estratégias de ensino-aprendizagem para as turmas de graduação de gastronomia da Faculdade Senac Pernambuco possam ser ampliadas e contextualizadas de acordo com suas necessidades.
Referências
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas, SP: Papirus, 2003. ( Série Prática Pedagógica).
GRAZIOLA JUNIOR, Paulo Gaspar. Aprendizagem com Mobildiade (M-Learning) nos processos de ensino e aprendizagem: reflexões e possibilidades, 2009. Disponível em: < http://www.cinted.ufrgs.br/renote/jul2009/artigos/9a_paulo.pdf>. Acesso em: 10 set.2009.
LIGUORI, Laura M. “ As Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação no Campo dos Velhos Problemas e Desafios Educacionais”. In: Litwin, Edith. Tecnologia educacional: política, histórias e propostas. – Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
OLIVEIRA, Gerson Pastre. Novas Tecnologias da Informação e comunicação e a construção do conhecimento em cursos universitários: reflexões sobre acesso, conexões e virtualidade. OEI – Revista Iberoamericana de Educación ( ISSN: 1681-5653), 2003.
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O uso Lúdico do celular no ensino de língua estrangeira
quarta-feira, 28 de outubro de 2009O presente artigo foi elaborado por um ex-aluno (Edson Francisco Lourenço) da pós-graduação da UFRPE em 2007…O relato foi objeto de um avaliação da disciplina Tecnologias na Educação ministrada por mim naquela época…
Existe um relativo consenso entre os educadores sobre qual é o principal problema dos alunos na escola: a falta de interesse. Em relação ao ensino fundamental e médio, a dificuldade de envolver os alunos nas atividades de aprendizagem, leva os educadores a persistir nas tarefas pouco desafiadoras, em suma, a valorizarem a educação sem nenhum envolvimento afetivo dos alunos, por isso essas atividades não geram nenhum conflito cognitivo, ou seja, os alunos não se sentem envolvido na aprendizagem. Este fato tem sido relatado em artigos, livros e entrevistas. Parece que, para alguns estudantes, não é claro o porquê de estudar.
Segundo Celso Antunes (2000), o que se busca realçar é que toda aprendizagem significativa necessita, fundamentalmente, de cinco componentes na ação cognitiva do aluno, e um desses componentes é a emoção. Então a emoção, como os outros quatro paradigmas, é um dos fatores cruciais da aprendizagem. Então como envolver o aluno através de atividades lúdicas? Qual o lugar da tecnologia na escola e qual o motivo para usá-la? Ora, o uso das ferramentas tecnológicas numa sociedade cada vez mais dependente de inovações para ajudar o homem a desempenhar com eficiência e precisão tem levantado alguns questionamentos: a tecnologia de fato inclui ou exclui o cidadão? Ela é de fato um instrumento socializador? E qual o papel da escola nesse processo de socialização? Como esta pode fazer uso da tecnologia? Será que a escola deve ser reprodutora fiel do sistema econômico vigente?
Por isso queremos justificar nesse artigo que a tecnologia pode sim ser eficaz e socializada por todos independentemente de classe social, ou raça. O uso do celular, por ter se popularizado bastante nos últimos anos, a principio nas escolas particulares e posteriormente nas escolas públicas, pode vir a ser aliado importante do professor no ensino, como por exemplo, de idiomas. A primeira indagação que devemos refletir é será que o celular somente aborrece e atrapalha tanto alunos quanto professores na sala de aula? Segundo, como o professor pode tirar proveito dessa ferramenta tão popularizada entre os alunos, mesmo nas escolas públicas? A resposta para primeira pergunta é não, se obviamente o professor estabelecer com os alunos um contrato social de boa convivência em sala de aula. Para segunda pergunta diremos que ele pode ser utilizado de diversas maneiras, como por exemplo, a realização de entrevistas no ambiente escolar ou mesmo na comunidade onde os alunos estão circunscritos.
Um exemplo prático foi realizado no SENAC Recife, no corrente ano de 2006. Os alunos receberam um questionário contendo uma serie de perguntas a serem feitas aos professores de idiomas sobre o seguinte tema: que tipos de filmes e livros você gosta de assistir e de ler nos finais de semana? O objetivo principal era o de obter informações suficientes dos professores da instituição para posteriormente ser produzido um jornalzinho que iria circular entre os próprios alunos e professores da instituição. O celular serviu para gravar as perguntas e tirar as fotos, que mais tarde foram enviadas para os e-mails dos entrevistadores, propiciando assim a oportunidade de transcrever, editar o texto; adicionar as fotos, fazer a revisão final e, finalmente, a impressão do jornal. Posteriormente foi feita uma avaliação da atividade para apontar se os objetivos foram alcançados totalmente; se a interação com um outro instrutor propiciou-lhes contextos situacionais onde o idioma seria utilizado efetivamente.
Houve um consenso entre os educandos, até mesmo entre os mais tímidos, de que a interação acontece em situações reais de comunicação, isto é, para se aprender qualquer coisa na vida, mas precisamente uma outra língua, é preciso se ter em mente quais objetivos a serem alcançados, e se o objeto de aprendizagem é realmente relevante. Após esse projeto piloto surgiram outras idéias de articular outras ferramentas tecnológicas ao ensino-aprendizagem de idiomas, como por exemplo, a produção de vídeos amadores totalmente produzidos e dirigidos pelos alunos, sob a orientação do professor.
Dessa forma, no registro de atividades bem sucedidas do semestre, com certeza o uso do celular foi uma das mais gratificantes, tanto pela inovação, quanto pela descoberta de que, às vezes não se precisa de muito para termos aulas prazerosas quando temos a tecnologia a nosso favor, e olha que ela não precisa ser necessariamente de ponta.
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Mobile Learning na Educação Superior
terça-feira, 27 de outubro de 2009O Mobile Learning procura traduzir a possibilidade de aprendizagem com mobilidade. Inicialmente essa terminologia deu a impressão que voce aprendia porque estava em movimento. Para muitos educadores, a idéia de mobilidade seria melhor explorada nas aulas de educação física…. Hehehehhehe… Bem, saindo da brincadeira, passei um bom tempo maturando a idéia de estudar um pouco sobre as teorias pedagógicas que embasariam a inserção das mídias móveis na educação. Muita coisa que se fala nesse campo já foi bem traduzido no auge das tecnologias na educação. É fato que antigamente existiam exclusivamente congressos sobre Tecnologia na Educação. Esses congressos foram sendo substituidos por eventos na área de Educação a Distância, que passou a absorver todas essas outras tecnologias exploradas no passado. Sempre que aparece algo novo na área fico me perguntando sobre o porquê de tanto alarde para uma coisa que já deveria ser tão comum. Não vejo nada tão diferente em explicar as concepções pedagógicas com o m-learning.
Parelelo a toda essa discussão, o estudante brasileiro está utilizando as mídias móveis em vários momentos da sua vida. São torpedos trocados em aula, vídeos e fotos registrando momentos importantes e de forma crescente a utilização da internet. Hoje duas coisas são visíveis nesse processo: o tamanho dos equipamentos e a facilidade de conexão nas grandes cidades.
Partindo dessa premissa, estou investindo em uma pesquisa na Faculdade Senac PE. Quero entender qual a inserção dessas mídias no dia a dia de alunos e professores. Em seguida, vou levantar a influência do M-learning entre residentes de um hospital escola na cidade do Recife. A partir desse estudo piloto vou começar a apresentar minhas primeiras concepções.
O jornalista Fabio Josgrilberg publicou recentemente um artigo bem interessante que apresenta um estudo preliminar sobre a inserção das mídias móveis entre alunos e professores do Universidade Metodista de São Paulo. Outro trabalho bem interessante foi publicado pela Universidade de Wollongong, na Austrália. O livro pode ser baixado no endereço http://ro.uow.edu.au/edupapers/91/ .
Quem tiver material sobre o assunto, enviem para marcos@marcosbarros.com.br
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